Plantar com resiliência: plataforma indica quais as espécies indicadas para cada região

Chama-se Racidi e é uma nova plataforma online gratuita que ajuda a identificar as espécies a plantar em cada região. O objetivo é aumentar a resiliência do território a fenómenos extremos como as tempestades que afetaram Portugal no início do ano.
Agência Lusa
Agência Lusa
13 abr. 2026, 10:42

A ‘webApp’ Racidi foi criada com uma ideia “simples, mas crítica”: escolher a espécie certa, no sítio certo é uma necessidade estratégica, porque se “tornou evidente que entre cheias, deslizamentos de terra e destruição de infraestruturas, plantar sem critério pode amplificar riscos em vez de os mitigar”, defende a empresa Natural Business Intelligence (NBI), consultora que lançou a plataforma.

“As tempestades que atingiram Portugal expuseram uma fragilidade estrutural: muitos territórios continuam mal preparados para responder a fenómenos climáticos extremos e parte do problema está nas escolhas feitas no terreno,” motivo que leva esta plataforma a organizar dados complexos de “forma simples, clara e acionável” que podem ser usados tanto para “apoio ao planeamento municipal como na recuperação de áreas afetadas por incêndios ou tempestades”.

Basta selecionar um distrito, concelho e/ou freguesia para identificar as espécies autóctones presentes, explorar as suas características ecológicas e consultar o respetivo grau de resiliência perante fenómenos extremos.

“Temos o conhecimento e sentimos a responsabilidade de partilhar este conhecimento. A Radici é a nossa forma de contribuir para que todos tenham acesso à informação necessária para tomar decisões fundamentadas sobre o que plantar em determinada localização, cuidando melhor do território e reforçando a sua resiliência,” diz o CEO da NBI, Nuno Gaspar de Oliveira, no comunicado.

A consultora, especializada na valorização do capital natural, explica a importância de se investir na natureza e apresenta valores de “quanto custa” ignorá-la.

Conclui no comunicado que a plataforma “ajuda a evitar decisões mal informadas, reduz desperdício de recursos e potencia intervenções mais eficazes e duradouras”.